Ponte da Peça Má. (Trofa)

sábado, 25 de março de 2017

Ponte da Peça Má in Google Maps
A Ponte da Peça Má, inaugurada em 30 de Outubro de 1938, era construída em alvenaria de granito, tinha um vão de 19 metros e um arco de 89 aduelas. 
A ponte (viaduto) localizava-se sobre a Estrada Nacional 14, na Freguesia do Muro, Concelho da Trofa e servia de ligação ferroviária, até a linha do comboio Porto (Trindade) / Guimarães ter sido desactivada em Fevereiro de 2002.
Entre as várias "razões" para a demolição de mais uma estrutura em granito, obra irrealizável nos nossos dias cinzentos de betão armado, encontramos a miserável explicação da "inutilidade actual do viaduto" e a pálida acusação do mesmo ser "culpado" de alguns acidentes no local (talvez fosse a ponte que embatesse nos camiões, que circulam tranquilamente e ninguém tivesse reparado).

Houve sempre a possibilidade de se rebaixar a estrada no local, ou até mesmo de fazer um pequeno desvio na mesma, permitindo poupar a estrutura à demolição. Mas essas ideias não interessavam a quem tem apenas a cultura do dinheiro.
Tudo se prendeu na realidade aos custos de manutenção da Ponte da Peça Má, que pelo apurado, a empresa Metro do Porto nunca fez intenção de assumir. A destruição foi o ideal para fugir a futuras responsabilidades de manutenção.
No início de Setembro de 2016, os interesses económicos, derrubariam fisicamente esta construção, em tudo respeitável.
Ponte da Peça Má in Arquivo Histórico
Fontes:
- Correio do Porto
- O Notícias da Trofa
- A Trofa é Minha

Palacete da Quinta da Ponte da Pedra.

sábado, 18 de março de 2017

A Quinta da Ponte da Pedra, situa-se junto à referida Ponte, na Rua Godinho Faria em Leça do Balio. A Quinta integra as ruínas de um Palacete que é por muitas pessoas, também chamado de "Palacete Oitocentista". 
Consta-se que neste magnifico edifício, do qual mal restam paredes, funcionou em tempos uma instância de diversão mas também uma Residencial. 
Acesso principal
 Portão de entrada da Quinta
 Ruínas do majestoso edifício
 Fonte e tanque monumental
 Fachada principal - Entrada nobre
Era neste fascinante Palacete que o escritor Camilo Castelo Branco gostava de se instalar quando vinha passar férias no Porto, por ser uma Residencial que dispunha de bonitos jardins e de frente existia também uma praia fluvial com muitas embarcações pequenas a remo na margem do Rio Leça. Aproveitando a Residencial e praia ali tão perto, Camilo Castelo Branco inspirou-se para escrever algumas das suas obras.
Neste Palacete, também consta que o Rei D. Miguel "o absolutista", se instalou, governando daqui Portugal, durante a guerra que travou com o seu irmão D. Pedro IV "o liberal". Esta guerra foi ganha pelos "Bravos de Mindelo" que defendiam as ideias do Rei D. Pedro IV. Desembarcaram na Praia dos Ladrões, em Arnosa de Pampelido, também conhecida por Praia da Memória, em Julho de 1832.

Fachada principal (Obras precisam-se)
Mais tarde, a proprietária da Quinta e do Palacete, quando sentia que ia falecer, não tendo a quem deixar a propriedade, doou-a ao Estado para que a pusesse ao serviço da infância ou de idosos. 
Durante muitos anos funcionou como um Albergue de mendicidade. 
Com o caos motivado pelo 25 de Abril de 1974, os idosos foram recolhidos no Lar de Monte dos Burgos e o Palacete ficou livre para albergar várias famílias retornadas das colónias Ultramarinas Portuguesas. 
Durante a residência dos retornados, o Palacete foi mal tratado, saqueado, vandalizado e os seus jardins foram sendo destruídos. Em 2001 foi realojada a última família. Num dia de 2005, por volta da meia-noite, deflagrou um grande incêndio que destruiu tudo, ficando apenas as paredes exteriores, estas também já severamente maculadas.

Fontes:
- União das Freguesias de Custóias, Leça do Balio e Guifões
Imagens: 
- Alexandre Silva

Fonte do Mercado Ferreira Borges. (Porto)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fonte do Mercado de Ferreira Borges em 1908. Editor - Le Temps Perdu
   
Esta belíssima fonte, que se localizava no amplo espaço, existente sob a escadaria frontal do Mercado Ferreira Borges, foi substituída em 1932 por um Posto Eléctrico da C.M.P. que ainda lá se encontra.
A fonte recebia água dos mananciais de Paranhos e Salgueiros (que forneciam água à maior parte das muitas fontes que existiam na cidade) e possuía um espaçoso tanque com duas bicas, integradas em dois cangirões que as figuras femininas seguravam.
Segundo Gemano Silva, o elemento decorativo desta fonte (as duas senhoras com os cântaros) está actualmente nos jardins do Palácio de Cristal. Facto que é facilmente comprovável.
Mercado Ferreira Borges in Arquivo Municipal