Cine Teatro Vitória. (Rio Tinto)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cine Teatro Vitória
O Cine Teatro Vitória, situado no Largo da Ponte, em Rio Tinto, foi inaugurado na década de 40 do séc. XX e chegou a ser um dos principais pólos culturais do concelho de Gondomar. Por este local passaram o cinema, o teatro, a música e até comícios políticos.
Teve de ser invadido pela PSP por se ter tornado um local de jogo ilegal. 
Fechou portas no início da década de 80 e nos anos 90 apresentava já um elevado grau de degradação, que manteve por muito tempo.
O Cine Teatro foi posteriormente demolido e deu lugar a um prédio de habitação.

Imagem:
- AMP

Carnaval Portuense de 1905.

Carnaval de 1905 - Cartaz publicitário do Clube dos Fenianos
Seria em 1905 que o Clube de Fenianos ressuscitaria o Carnaval Portuense, há anos sem festejos. 
O Clube foi fundado em 25 de Março de 1904, tendo como patrono o escritor portuense Almeida Garrett. 

“Comemorou-se a 25 de Março deste ano o aniversário deste clube fundado por um grupo de bons Cidadãos Nortenhos - o CLUBE FENIANOS PORTUENSES. Inscreve na sua bandeira a legenda “PELO PORTO” - símbolo da divisa que no futuro orientaria as suas realizações, a favor do progresso e civilização da CIDADE INVICTA . Os primeiros estatutos do clube são aprovados por alvará do Governo Civil do Porto a 17 de Junho de 1904.
Colectividade de grande prestígio realizou ao longo de anos e anos, eventos na cidade do Porto,
como Cortejos de Carnaval, Bodas aos pobres, festejos de S.to António, festas de Verão, além de ter contribuído com a sua influência social para a resolução de carências da cidade e da sua população, como a abolição das Portagens da Ponte D. Luís I, a regalia do descanso dominical, a inauguração rápida dos serviços de viação eléctrica para V. N. de Gaia, a criação de sociedades de Previdência Social, a criação do Teatro lírico ou Teatro modelo (hoje Teatro Nacional de S. João), o socorro a vitimas de catástrofes e o auxilio a combatentes, o alargamento do Estatuto do Porto de Leixões, de porto de abrigo a porto comercial.
Na construção da actual Sede Social foi lançada a 1º Cunhal em Agosto de 1920 com a presença do Dr. António José de Almeida, então Presidente da República, e que já em 1910 tinha inscrito no LIVRO DE HONRA do clube a seguinte frase: “ ESTE CLUBE É O EXEMPLO DE QUE A UNIÃO FAZ A FORÇA ”.
A partir daqui foram muitas as acções e actividades desenvolvidas, desde ginástica, iniciação musical, bilhar, filatelia, xadrez, ténis de mesa, conferências e debates sobre vários temas.
São inúmeras as homenagens, os galardões, as medalhas de mérito e os louvores recebidos de diversas entidades da vida portuense e nacional". 

In Associação das Colectividades do Concelho do Porto – 1929

Carnaval de 1905 - Casa Mattos e Serpa Pinto, na rua Sá da Bandeira
 Carnaval de 1905 - Carros alegóricos e Gigantones, nos jardins do Palácio de Cristal
 Carnaval de 1905 - Carro alegórico próximo do Palácio de Cristal
 Carnaval de 1905 - Carro Alegórico
Carnaval de 1905 - Rua de Santo António, actual 31 de Janeiro
Uma janela ornamentada da Ourivesaria Reis, antes da mudança  da mesma para a esquina com a Rua de Santa Catarina


Bibliografia:
- Clube dos Fenianos Portuenses 
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- BPI (digitalização)
- AMP

Ponte D. Maria Pia / Ponte Maria Pia.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Não, (ainda) não é um monumento desaparecido, mas é sem dúvidas, mais uma forte candidata a esse título.
Iniciada a sua construção em Janeiro de 1876, a ponte de D. Maria Pia foi uma obra construída "no limite das possibilidades clássicas da construção metálica". Disse-o, há mais de cem anos, o próprio Gustavo Eiffel. Na sua época a Ponte D. Maria Pia foi uma obra de engenharia que deslumbrou o mundo.
Gustavo Eiffel realizou sobre o Douro um audacioso e criativo trabalho. A construção da Ponte iniciou-se em Janeiro de 1876, concluindo-se em Outubro de 1877. Ocuparam-se 150 operários e utilizaram-se 1.600.000 quilos de ferro. As dimensões exigidas pela largura do rio e das escarpas envolventes, foi considerado o maior vão construído até essa data, aplicando métodos revolucionários para a época. Testes à segurança foram efectuados como o emprego dos meios existentes e essa segurança foi largamente comprovada pela utilização, durante mais de 100 anos, ao serviço do caminho de ferro.
A inauguração em 4 de Novembro de 1877, foi presidida pelo rei D. Luís I e pela Rainha D. Maria Pia, que lhe deu o nome.
Fases de construção
Ponte Maria Pia em 20 de Junho de 1876
Ponte Maria Pia em 22 de Julho de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 
Ponte Maria Pia em 30 de Agosto de 1876 (mesmo cliché)
 Ponte Maria Pia em 30 de Setembro de 1876
Ponte Maria Pia em 24 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 30 de Junho de 1877
Ponte Maria Pia em 15 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia em 27 de Agosto de 1877
Ponte Maria Pia já em funcionamento
Ponte  Maria Pia numa vista de Jusante
«Ponte D. Maria e Collegio dos Orphãos»
A ponte está classificada como monumento nacional e é o único monumento português que faz parte da lista de grandes obras de engenharia da American Society of Engineering (ASCE).
A ponte Maria Pia está sob a responsabilidade da REFER, que, desde 1991 e até hoje, efectuou apenas uma intervenção de restauro da ponte, em 2009. O seu futuro é incerto e não parece nada promissor.

Fontes:
- FEUP
- CMP
Imagens: 
- Emílio Biel
- BPI - Editor Alberto Ferreira

Palacete Flores. (Póvoa de Varzim)

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Palacete Flores
Clique na imagem para a ampliar
Palacete do Comendador Flores, também conhecido mais simplesmente por «Palacete Flores». 
Situava-se na Avenida Mouzinho de Albuquerque, na Póvoa do Varzim e terá sido demolido devido a eventuais interesses imobiliários.

Fonte de Imagem:
- Recordar a Póvoa
Autor:
- Desconhecido

Fábrica de Gás de Belém. (Lisboa)

A introdução do gás em Portugal como fonte de energia deve-se, sobretudo, aos avanços conseguidos no campo da iluminação citadina levados a cabo pelas Companhias Reunidas de Gás e Electricidade - CRGE. O problema da iluminação em Portugal constitui uma preocupação desde a 1ª Dinastia, altura em que D. Fernando manifesta o seu cuidado relativamente ao perigo que a escuridão da noite lisboeta representava. Em 1689, durante o reinado de D. Pedro II, é emitido um decreto para o Senado analisar a questão da iluminação pública de Lisboa.
Em 1780, no decorrer do reinado de D. Maria I, Lisboa começa a ser iluminada com os primeiros candeeiros a azeite. Quase meio século depois, em 1824, é emitido um decreto de iluminação pública a azeite para a cidade do Porto. Em 1834 contam-se em Lisboa 2303 candeeiros, que nem sempre acendem devido à escassez de recursos.
Em Portugal, as negociações para a iluminação a gás iniciam-se em 1835. Contudo, só em 1848 é atribuída a concessão da iluminação pública de Lisboa à Companhia Lisbonense de Iluminação a Gaz. A partir de então, esta empresa inicia a produção de gás de cidade, a partir do carvão, na fábrica da Boavista. Porém, é de salientar que no início da década de 40, ainda antes da iluminação da cidade de Lisboa, Joaquim Pedro de Quintela, 2º Barão de Quintela e 1º Conde de Farrobo, instala no seu Palácio das Laranjeiras os primeiros candeeiros a gás, como sinal de exuberância.
É, sobretudo, a partir de meados do século XIX que o gás de cidade passa a ser consumido inclusive ao nível doméstico, tendo a fábrica da Boavista que aumentar a sua capacidade de fornecimento. Face à inevitabilidade do surgimento de uma companhia concorrente, em 1887 é criada a Companhia Gaz de Lisboa. Um ano depois, esta empresa constrói a sua fábrica em Belém, com uma dimensão ligeiramente maior que a fábrica da Boavista.
Fábrica de gás de Belém, caminho de Pedrouços até à Torre
Fotografia de Joshua Benoliel em 1912
Perante os efeitos da concorrência, a Companhia Lisbonense de Iluminação a Gaz e a Companhia Gaz de Lisboa fundem-se, em 1891, passando a designar-se Companhias Reunidas de Gás e Electricidade - CRGE. Inicia-se, assim, um ciclo de produção de gás de cidade, igualmente conhecido como gás iluminante, que vem beneficiar a população, melhorando as suas condições de vida em vários níveis.
Fotografia aérea sobre a zona de Belém 
Vista da  fábrica de gás de Belém
No início do séc. XX, a fábrica de gás em Belém suscita a indignação pública pelo facto de estar situada junto à Torre de Belém. Como resposta às manifestações públicas, dá-se a deslocação dos dois gasómetros das para um local mais afastado – Vila Correia, onde permanecem activos até 1954.
Fábrica de gás, situada desde 1887 junto à Torre de Belém
Fotografia de 1912
Torre de Belém e a fábrica de gás
Em 1928, fica estabelecido no novo contrato de concessão que, num futuro próximo, a fábrica de gás vai ser novamente deslocada. Esse processo inicia-se em 1934, altura em que é definido como local ideal para a construção da nova fábrica um espaço na margem do Tejo junto à Quinta da Matinha, próximo à Refinaria de Cabo Ruivo.
Em 1928, fica estabelecido no novo contrato de concessão que, num futuro próximo, a fábrica de gás vai ser novamente deslocada. Esse processo inicia-se em 1934, altura em que é definido como local ideal para a construção da nova fábrica um espaço na margem do Tejo junto à Quinta da Matinha, próximo à Refinaria de Cabo Ruivo.
Durante o processo de construção da Fábrica da Matinha, toda a produção das "Companhias Reunidas de Gás e Electricidade"é garantida pela fábrica de Belém, que só termina a sua laboração em 1949.

Bibliografia:
-  in galpenergia.com
Imagens:
- Joshua Benoliel
- AML

Túmulo de Almeida Garrett. (Vila Nova de Gaia)

terça-feira, 8 de abril de 2014

Túmulo de Almeida Garrett
O túmulo que serviria para depositar o corpo de Almeida Garrett, foi esculpido entre finais do séc. XIX e inícios do séc. XX por Teixeira Lopes, em estilo neomanuelino.
Escultura realizada por António Teixeira Lopes para o túmulo do escritor Almeida Garrett
Devido a divergências entre Teixeira Lopes e a família de Garrett, o túmulo nunca serviu o seu propósito.
Actualmente encontra-se nos jardins da Casa - Museu Teixeira Lopes em Vila Nova de Gaia.

Imagem: 
- Phot.ª Guedes

Túmulo de Alexandre Herculano. (Jerónimos / Lisboa)

Túmulo de Alexandre Herculano com o baldaquino
Túmulo de Alexandre Herculano, no Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, numa imagem da Casa Alvão. Construído em finais do séc. XIX, em estilo neomanuelino, foi alterado e «amputado» já no séc XX, restando actualmente apenas a arca tumular, que originalmente estava debaixo de um impressionante baldaquino, como constatamos nas primeiras fotografias.
 Túmulo de Alexandre Herculano com o baldaquino
Na imagem de baixo vemos o aspecto actual do túmulo, imensamente mais simples. Conforme podemos ler em página própria (...) Por ocasião das comemorações dos Centenários da Pátria, em 1939, são realizados restauros no Mosteiro e na Torre. É desmantelado o baldaquino do túmulo de Alexandre Herculano(...)

Imagens:
- Casa Alvão
- Alberto Lima
- Autor desconhecido