Praça dos Voluntários da Rainha. (Porto)

domingo, 28 de julho de 2013

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As origens da actual praça Gomes Teixeira remontam a 1619, ano da fundação do vizinho convento dos padres carmelitas. No período da Restauração foi construído o Colégio dos Órfãos (1651) e o Recolhimento do Anjo (1672), tendo este tomado o nome da capelinha que lhe estava anexa. Devido à proximidade com aquela instituição, a praça adoptou as denominações de "Largo dos Meninos Órfãos" e "Largo do Colégio de Nossa Senhora da Graça".
No século XIX, a igreja de Nossa Senhora da Graça, do século XVII, (que já foi aqui anteriormente abordada, em outra publicação) e o recolhimento viriam a ser demolidos para a construção do edifício da Academia. A Academia Real de Marinha e Comércio foi fundada em 1803 pelo Príncipe Regente D. João para responder às necessidades da burguesia mercantil em ascensão da cidade, tendo projecto inicial de Carlos Amarante em estilo neoclássico almadino. Em 1837, pela reforma de Passos Manuel, a instituição passou a "Academia Politécnica do Porto".
O denominado "Largo do Carmo" nome ostentado até 1835, ano em que, por deliberação camarária, se passou a designar por "Praça dos Voluntários da Rainha" e, mais tarde, por "Praça da Universidade".
A 17 de Dezembro de 1936 adoptou o nome actual de "Praça Gomes Teixeira" em homenagem a Francisco Gomes Teixeira, matemático e professor universitário.
Praça dos Voluntários da Rainha - Grandes Armazéns do Chiado

Fontes:
- CMP
- BMP
Imagens:
- Phot.ª Guedes
- Repositório Temático da U. P.

Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva. (Barcelos)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Ainda existe, sendo um dos bons exemplos de recuperação, razão essa que nos leva a referi-la nesta publicação.
Teria originalmente sido mandada construir em 1152 por iniciativa da rainha D. Mafalda de Saboia, esposa de D. Afonso Henriques, que entretanto não chegou a ver concluída devido ao seu falecimento. 
Em 1220 a igreja já pertencia ao padroado real.
Em 1301 foi doada por Dinis de Portugal a Mestre Martinho, físico do rei e cónego da Sé de Braga. Em 1310 o Arcebispo D. Martinho de Oliveira, a pedido de Mestre Martinho, institui nesta igreja uma Colegiada, composta de Reitor e três Capelães.
A igreja antes das obras de recuperação
Provavelmente datarão do século XIV os começos da edificação da actual igreja, o que poderia relacionar-se com a doação do padroado e a instituição da Colegiada. Foi doada em 1410 a D. Afonso, futuro duque de Bragança, em cuja casa se manteve até 1833A torre possivelmente foi erguida no século XV.
Em 1732 foi mandada consertar a galilé então existente sobre a fachada principal, e dois anos depois foram mandados abrir dois campanários na torre e erguer um coro, bem como pintar o tecto e rebocar as paredes da capela-mor e da nave. Em 1758 as paredes do adro foram reformadas.
Por volta de 1831 todo o edifício estava em ruínas. Em 1904 ocorreram obras de reconstrução na parede da frente, que ameaçava cair, e de remoção do soalho do corpo da igreja, tendo sido classificado como Monumento Nacional em 1927.

Fontes: 
- IGESPAR
- Site de Abade de Neiva
Imagens:
- Marques Abreu
- Panoramio

Casino da Praia. (Cascais)

domingo, 21 de julho de 2013

Praia da Ribeira em 1910 na hora dos banhos. No fundo vemos o Casino da Praia.

O Casino da Praia foi edificado em 1873 sobre a muralha que ligava os dois baluartes da Praia da Ribeira (integrados no sistema defensivo da costa, projectado em meados do século XVII), numa área onde anteriormente se encontravam uns armazéns e um terraço pertencente ao Ministério da Guerra. Terá sido José Joaquim de Freitas, juiz de paz na altura e proprietário dos armazéns, que veio a adquirir o terraço e a construir o edifício do casino.
Inicialmente constituído por dois pisos, foi ampliado parcialmente para três no final do século XIX. 
Embora as suas linhas arquitectónicas fossem pouco interessantes, a sua localização privilegiada e uma grande esplanada virada para a baía de Cascais permitiam admirar a beleza da paisagem e a actividade dos banhistas que aqui se dirigiam. Nos dias de competição, era o sítio ideal para assistir confortavelmente ao desfile de embarcações e ao espectáculo da praia coberta de tendas.

O funcionamento do Casino era assegurado pela afluência de visitantes a Cascais, nos meses de veraneio da família real e da corte. A vila ficava então repleta de gente que serpenteava pelas ruas e se concentrava junto à baía, à Cidadela (residência da família real), nos Paços do Concelho, no Hotel Globo (onde hoje se situa o Hotel Baía) e em variadíssimos chalets construídos ao longo da actual Avenida D. Carlos e na ponta oriental, onde se situa a Casa Seixas, hoje edifício da Capitania do Porto de Cascais.

Uma Veraneante em 1911
A par de outros clubes e casinos que existiam na vila, e que rivalizavam entre si pelos melhores programas, o Casino da Praia era considerado um dos mais distintos pontos de reunião da elite social de Cascais. A sua abertura efectuava-se em meados de Agosto  registando elevada frequência até ao mês de Outubro  Funcionava durante a tarde e à noite e, para além dos jogos de roleta e de cartas, promovia quermesses, concertos e bailes, sendo bastante conhecido “pelas suas festas encantadoras”. A sua distinção manifestava-se até na elegância dos menus, apresentados em francês.
Na década de 40 do século XX o edifício foi encerrado e, posteriormente, demolido.

Fonte: 
- CMC
Imagens parciais:
- Autores desconhecidos (recebidas por mail)

Eléctricos na Invicta. (Porto)

O «Americano» antecessor do eléctrico, passando junto a igreja St.º Ildefonso
Imagens obtidas a partir do mesmo cliché. Vista geral do largo de santo Ildefonso, da igreja com o mesmo nome e de algumas casas comerciais como a alfaiataria de Afonso Brandão, tirada da praça da Batalha
O «Americano» na rua dos Clérigos
Vista geral da fachada das igrejas, do Carmo e dos Carmelitas, tirada da praça de Gomes Teixeira com «Americanos» a circular
Vista geral da fachada das igrejas, do Carmo e dos Carmelitas, tirada da praça de Gomes Teixeira, já com os Eléctricos a circular
Praça dos Voluntários da Rainha. Vista de Poente, junto das igrejas do Carmo e Carmelitas, em 1903. Cliché de Aurélio da Paz dos Reis. Arquivos CPF
No ano de 1870, é autorizada, ao Barão de Trovisqueira, a concessão de um serviço de transportes públicos ; a primeira linha, ligando as zonas do Infante e Carmo à Foz ao longo do Rio Douro, foi aberta em 1872 pela Companhia Carril Americano do Porto. Os serviços eram efectuados entre a Foz e, alternadamente, o Infante e o Carmo. Os veículos utilizados eram Carros Americanos, que consistiam em carruagens rebocadas por animais. As linhas seriam, no ano seguinte, ampliadas até Matosinhos, ao longo do Oceano Atlântico.
O «Americano» na extinta Praça de D. Pedro
O «Americano» na Praça de D. Pedro, Porto
Em 1893, a Companhia Carril Americano do Porto é adquirida pela Companhia Carris de Ferro do Porto, e, em 12 de Setembro de 1895, é electrificada a linha entre o Carmo e a Arrábida, utilizando a energia fornecida por uma central própria, na Arrábida; esta foi a primeira linha a tracção eléctrica que entrou ao serviço na Península Ibérica.
Eléctrico da Companhia da Carris de Ferro do Porto, c. 1908 in AMP
Eléctrico no tabuleiro superior da ponte Luís I  em 1912 
Eléctrico na rua de Santa Catarina em 1911
Eléctrico na rua de Santo António em 1910
Eléctrico na Rua Senhora da Luz, c. 1910
O eléctrico descendo a rua dos Clérigos
Eléctricos na Praça Almeida Garrett e início da Rua de St.º António / 31 de Janeiro, nos anos 50
Em 1896, a ligação entre o Infante e Massarelos também passa a usar este tipo de tracção, e, no ano seguinte, é completada a electrificação das linhas até à Foz, a 2 de Abril, ao Castelo do Queijo, em 24 de Maio, e Matosinhos, em 29 de Outubro. Em 19 de Maio de 1899, é a vez da ligação entre a Praça Dom Pedro (posteriormente denominada Praça da Liberdade) e a Praça Marquês de Pombal.
Em 22 de Setembro de 1904, termina a tracção animal, com a introdução da tracção eléctrica na linha entre o Carmo e Paranhos. Em 28 de Outubro do ano seguinte, é aberta à exploração a ligação até Gaia, atravessando o tabuleiro superior da Ponte Luís I, e, em 1912, é introduzido um sistema de numeração nas linhas.
Eléctricos na Ponte Luís I 
Em baixo: Arquivo da Phot.ª Guedes
O eléctrico na Av. de Carreiros, na Foz. (1900-1910)
A tracção a vapor é terminada em 1914, com a electrificação da Avenida da Boavista em substituição do trajecto entre Fonte da Moura, Cadouços e Rua de Gondarém. No ano seguinte, abre a estação de geração em Massarelos, que substitui as instalações na Arrábida; neste ano, já existiam 19 linhas em circulação.
Em 1946, a Companhia Carris de Ferro do Porto é nacionalizada pela Câmara Municipal do Porto, que forma o Serviço de Transportes Colectivos do Porto para gerir o sistema de carros eléctricos. A primeira linha de autocarros, entre a Avenida dos Aliados e Carvalhido, abriu a 1 de Abril de 1948.
Em 1950, atinge-se o apogeu da rede dos carros eléctricos, com 150 quilómetros de via divididos em 38 linhas, e um parque de material circulante com 193 carros eléctricos e 24 reboques; no ano seguinte, é construído um protótipo, com o número 500, para uma nova geração de carros eléctricos, de traços mais modernos, que dispunha de portas automáticas operadas de forma pneumática pelo condutor. Uma outra característica inovadora deste protótipo é que incluía cadeiras para o condutor e para o técnico de revisão. No entanto, não chegaram a ser construídos mais veículos desta série.4
No entanto, em 1957, é encerrada a estação de geração de electricidade de Massarelos, encontrando-se, em serviço, no ano seguinte, apenas 81 quilómetros de via, circulando 192 carros eléctricos.4 As primeiras linhas de eléctricos são encerradas a 1 de Janeiro de 1959, enquanto que as primeiras 4 linhas de troleicarros iniciam a sua exploração a 3 de Maio do mesmo ano. Além da concorrência destas novas modalidades de transporte, o serviço de carros eléctricos também começou a sofrer de limitações económicas e técnicas, como a circulação nas exíguas ruas e avenidas da cidade.4
Em 1966, ainda restavam 72 quilómetros de via ao serviço, percorrida por 184 eléctricos, sendo os últimos atrelados retirados ao serviço no dia 31 de Dezembro desse ano. No ano seguinte, são substituídas as primeiras linhas de eléctricos por autocarros, passando a rede a contar apenas com 44 quilómetros de via e 130 eléctricos. Em 1968, o serviço de eléctricos é, de novo, reduzido, possuindo apenas 127 veículos que circulam em 38 quilómetros de via.
A partir de 1978, extinguem-se todos os serviços de eléctricos que circulam após as 21 horas; neste ano, a rede dispunha de 84 veículos e 21 quilómetros de via. Em 1983, são eliminados os serviços aos domingos.
Em 1988, data em que a Estação de Recolha da Boavista é substituída pela de Massarelos para o serviço normal, a rede de eléctricos dispunha apenas de 18 quilómetros de linha e 50 veículos. Entre Março e Julho de 1991, os eléctricos foram recolhidos nas instalações da Boavista devido a obras nas ruas da cidade.
Em 1996, só restava uma linha de eléctricos, a 18, com 14 quilómetros de via, efectuado por três veículos, que funcionava entre as 9 e as 19 horas, com uma frequência de 35 minutos; os serviços ao Domingo são retomados. Em meados da década de 1990 grande parte da frota remanescente foi alienada, no âmbito da retracção da rede e do serviço planeada pela gestão, e a exemplo da congénere lisboeta, passando para as mãos de particulares, museus, e outros sistemas de transporte. Até finais de 1996 haviam sido vendidas unidades para sete destinos estrangeiros, nomeadamente Estados Unidos (31 veículos), Inglaterra (oito carros de linha e quatro zorras), e Canadá, Argentina, Escócia, Espanha, e Itália (uma ou duas unidades para cada). Os preços de venda neste período variam entre 1,5 e 5 milhões de escudos, consoante o estado de conservação de cada veículo.
O 187 da linha 13 atravessando a ponte Luís I
O 187 no términus da linha 10 em São Pedro da Cova. À esquerda, a linha para as minas
 O 361 no términus da linha 10 em Gondomar
 Em baixo, a zorra 60 no ramal da escombreira, no Alto da Serra de São Pedro da Cova

Fontes:
- CMP
- STCP
- Brazão, Carlos. (1992). "Los eléctricos de Oporto"

Imagens:
- Arquivo fotográfico dos STCP
- Tabacaria Africana
Aurélio da Paz dos Reis
- CPF
- P. Eaton
- Phot.ª Guedes
- Emílio Biel
- Alvão

Convento da Madre de Deus de Monchique. (Porto)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Não é (ainda) propriamente um «Monumento Desaparecido» embora, ao longo de muitos anos, tenha "andado" como forte candidato a tal.... É um retrato do passado do Porto e um ícone, imortalizado pelo também imortal escritor, Camilo Castelo Branco...
O Convento da Madre de Deus de Monchique de Miragaia era feminino, pertencia à Ordem dos Frades Menores, e à Província de Portugal da Observância.
Em 1533, foi fundado, no sítio de Monchique (local onde existia uma sinagoga, em pleno território da judiaria) na freguesia de Miragaia, fora dos muros da cidade do Porto.
No ano seguinte, terminou a construção do edifício.
No canto inferior esquerdo da imagem de baixo: O edifício da Alfandega e o antigo Convento
Em 1535, pela bula "Debitum Pastoralis Officii" do papa Paulo III, de 12 de Novembro foi autorizada a fundação, à época em que o bispo do Porto era D. Pedro da Costa (1507-1535).
Os fundadores D. Pedro da Cunha Coutinho e sua mulher, D. Beatriz de Vilhena, cederam os paços para esse efeito, e dotaram o convento com inúmeros bens. Doaram ao convento os padroados das igrejas de São Vicente de Cidadelhe, no bispado do Porto, e de Santa Maria do Sovral e da Velosa, no bispado da Guarda.
A fundadora conseguiu ainda que o papa lhe concedesse vários privilégios.
Obteve então, licença para nomear as primeiras religiosas, a faculdade do convento guardar todos os bens que ela lhe concedesse, a possibilidade de eleger como confessores sacerdotes seculares não havendo frades nem capelão, e ainda, que ela própria e a abadessa pudessem ordenar algumas leis para o governo da casa.
Em 1538, acolheu as primeiras religiosas já observantes, sendo a primeira abadessa Dona Isabel de Noronha, filha de Rui Teles de Meneses.
A fundadora foi sepultada na capela-mor do convento, deixando a comunidade como herdeira de todos os seus bens. 
Porto. Vista parcial da cidade em 1849, por Frederick William Flower
Convento de Monchique em 1860, estando a Alfândega em construção
Vista geral sobre o convento, tirada em 1862. Em primeiro plano a Alfândega do Porto ainda em construção. Cliché da colecção Vitorino Ribeiro
No final do século XVI, viveu neste convento a venerável serva de Deus, Leocádia da Conceição.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.
Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Em 1834, em Agosto, foi encerrado, devido à transferência das freiras para outros cenóbios da cidade do Porto.
Vista parcial de Miragaia e Massarelos por volta de 1865 
O edifício da Alfândega Nova estaria em construção desde 1859
Vemos já o demolido Palácio de Cristal (inaugurado nesse ano, 1865) no 
canto superior esquerdo da imagem
O Convento de Monchique, tornou-se num mito. Uma mescla de poesia e encanto, símbolo do Amor mais Puro e Nobre que algum dia se escreveu em Portugal. Em "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco, Teresa de Albuquerque, que da janela do seu quarto, bem virada para o rio, veria passar, pela última vez, nesse navio que se dirigia para o degredo, aonde para sempre deveria ficar, o seu Simão, que nunca lá chegaria, só porque a saudade desse amor o havia de matar logo depois, em pleno mar...
Sede da Sociedade Clemente Menéres, que seria instalada no extinto Convento de 
Monchique desde a sua fundação, em 1874
Clemente Menéres criou a Quinta do Romeu, perto de Mirandela, em 1874 e passados 140 anos, a empresa continua a produzir vinho do Porto, com Denominação de Origem Controlada do Douro, azeite e cortiça, além de ter também o restaurante Maria Rita, no Romeu.
 Sociedade Clemente Menéres


Fonte:
- Arquivo Nacional Torre do Tombo
- DN
Imagens:
- Teófilo Rego
- Frederick William Flower
- AMP

Eléctricos de Lisboa. (Lisboa)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A rede electroviária lisboeta foi desenvolvida pela Companhia dos Carris de Ferro de Lisboa, que desde 1872 era uma das concessionárias de transportes públicos de passageiros na capital portuguesa, assegurando as carreiras que explorava com veículos de tracção cavalar rodando sobre os epónimos carris; os “carros americanos”. A rede de eléctricos da cidade iria desenvolver-se a partir destas linhas, que se estendiam à época já a Algés, Xabregas, e Benfica.
Uma primeira experiência de motorização electrificada deu-se em 1887, com a introdução de dois carros equipados com baterias de acumuladores, que foi abandonada por inconclusiva.
Em 1900 instalaram-se os cabos aéreos, e construiu-se a “Geradora”, uma central termoeléctrica a carvão, que fornecia energia para a operação da rede. Em 1901 era inaugurada a primeira carreira electromotriz, do Cais do Sodré a Algés
Eléctrico para Belém. Inauguração da tracção eléctrica, em 1901
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Eléctricos na capital
Na imagem de cima: Eléctricos na rua do Arsenal, em Lisboa. Na esquerda, temos o largo do Município. A fotografia foi tirada do balcão sobre a entrada do Arsenal da Marinha.
O eléctrico que vai para S.Amaro é o último dos carros eléctricos da "1ª geração". Entrou em circulação em 1926 e saiu de circulação em finais dos anos setenta. Foi vendido para a América do Norte.
Nas duas imagens: O Largo do Corpo Santo. Na esquerda, o telheiro para recolha de carruagens de aluguer que existia em 1889. Em Janeiro de 1943 já havia sido demolido. Em frente, edifício anexo ao Arsenal da Marinha, já demolido em Março de 1952. À direita, o início da rua Bernardino Costa.
Em primeiro plano da imagem, vemos um dos primeiros eléctricos que circularam em Lisboa. Chamados carros pequenos abertos, caixa J.G.Brill, foram 80 carros que entraram em circulação em 1901.
Aos poucos seriam retirados de circulação, entre os anos de 1932 e 1937. No entanto cinco deles circularam até aos anos 40.
Na imagem de baixo:  Perfil de um carro grande aberto. Foram os primeiros carros grandes a circular em Lisboa (1902) e logo alcunhados de "almanjarras" - fabricados pela J.G.Brill, (EUA) formavam a série "283 - 322" e saíram de circulação até 1955.
Depois de muitos anos no Parque Infantil do Alvito o "283" foi reconstruido para figurar do acervo do Museu da Carris.


Fonte:
- «Lisboa-125 anos sobre carris« de João de Azevedo
Imagens:

- Mário Novais