Casa de Serpa Pinto. (Porto Antigo)

quinta-feira, 28 de março de 2013


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Esta casa situava-se em Porto Antigo, e conheci-a desde sempre abandonada, se bem que doutra perspectiva, visto a estrada nacional (que continua após o tabuleiro da ponte de Mosteirô, visível na esquerda da imagem) passar exactamente do outro lado do edifício. Possuía uma chaminé de dimensões impressionantes e jardins, dos quais ainda recordo parte dos magníficos gradeamentos. 
Ao contrário da fama que se lhe atribui, nunca foi do explorador explorador africano Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto.  Pertenceu no entanto ao pai deste, o Dr. José da Rocha Miranda de Figueiredo, note-se que, ao contrário do habitual, os apelidos "Serpa Pinto" provinham de sua mãe. 
Quem mais tarde herdaria esta casa seria  seu irmão, o sr. Adriano Alfredo que morreria sem descendência. A casa foi então herdada pela sr.ª Carlota de Serpa Pinto, filha de Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto. A verdadeira casa de Serpa Pinto era, como todos o sabem, em Cinfães. 
Esta casa, (visível na imagem de cima), seria demolida e no seu lugar edificada a magnífica Estalagem Porto Antigo (imagem de baixo). Houve felizmente a preocupação de alguém em lhe conceder um aspecto exterior parecido com o da antiga casa senhorial, que lhe confere uma tipologia «secular», no entanto as semelhanças são superficiais. A Estalagem está num excelente local do Douro, junto a Foz do rio Bestança e é altamente recomendável a veraneantes e turistas.

Fonte:
Imagem: www.hotelportoantigo.com/
Autor: Desconhecido

A Porta do Sol. (Porto)

domingo, 24 de março de 2013

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Como é conhecido por quase todos, a muralha Fernandina que envolveu e protegeu a cidade do Porto e da qual só restam pequenas partes, foi mandada edificar pelo Rei D. Afonso IV em 1336, tendo sido concluída apenas no Reinado de D. Fernando, em 1376. Daí vem o termo "Fernandina" do nome do Monarca que a concluiu, mas que não havia sido responsável pela sua edificação. Tinha uma extensão de 3000 passos e 30 pés de altura. Era guarnecida de ameias e reforçada por numerosos cubelos e torres de planta quadrada, que excediam em onze pés a muralha, com excepção das torres que defendiam as Porta do Cimo da Vila e Porta do Olival, que subiam 30 pés acima desse nível.
 Junto ao Torreão da muralha, a extinta capela anexa ao dispensário da Rainha D. Amélia.
Local onde se situava a demolida "Porta do Sol"
Porta do Sol. Demolida em 1875
Pano da muralha onde se localizava a Porta do Sol, uma das desaparecidas portas da muralha Fernandina
Na muralha, junto do extinto mosteiro de Santa Clara, seguia-se o Postigo do Carvalho, mais tarde de Santo António do Penedo e depois Porta do Sol, que seria demolida em 1875. Não nos querendo alongar muito mais que o necessário para localizar a extinta Porta do Sol, acrescentamos apenas que a muralha seguia pelo local onde se encontra o Teatro de S. João, passando depois à rua de Cimo de Vila, onde existia uma Porta do mesmo nome.

Imagens:
- Alvão
- BPI, Edições Arnaldo Soares
- AMP