A Feira Franca na Avenida da Liberdade. (Lisboa)

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Feira Franca na Avenida da Liberdade, litografia de Ribeiro Cristino e Roque Gameiro de 1898, por ocasião das comemorações do “IV Centenário da Índia”. Esta feira foi implantada nos terrenos da futura Praça Marquês de Pombal. A norte pode-se avistar a Penitenciária de Lisboa ao cimo da Quinta da Torrinha (local do futuro Parque Eduardo VII).

Fonte: Museu da Cidade

Profissões Antigas em Portugal. (1)

Em baixo temos em imagens, um pequeno regresso ao passado. Retratos de algumas profissões que se praticavam nas nossas cidades e vilas e que se extinguiram ou adaptaram.

Assim podemos apreciar, começando na primeira imagem, uma vendedeira de galinhas vivas.
 Na imagem de baixo um barbeiro, profissão que muitas vezes era desempenhada ao ar livre...
Um coveiro de outros tempos... Uma profissão sempre necessária e que, em alguns lugares, pouco se alterou ainda.
O vendedor de Azeite e Petróleo que, nesta altura, eram transportados num burrito, animal este também em vias de extinção em Portugal.

Viseu em 1905/1906.

segunda-feira, 21 de março de 2011

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 Em cima, uma vista geral de Viseu numa imagem do ano de 1905. Em baixo a Sé de Viseu, fotografada em 1906.

Torre de Centum Cellas. (Belmonte)

A Torre de Centum Cellas (também Centum Cellæ, Centum Celli, ou Centum Cœli), antigamente também denominada como Torre de São Cornélio, localiza-se no monte de Santo Antão, freguesia do Colmeal da Torre, concelho de Belmonte, Distrito de Castelo Branco, em Portugal.
Trata-se de um singular e curioso monumento lítico actualmente em ruínas que, ao longo dos séculos, vem despertado as atenções de curiosos e estudiosos, suscitando as mais diversas lendas e teorias em torno de si.
Uma das tradições, por exemplo, refere que a edificação teria sido uma prisão com uma centena de celas (donde o nome), onde teria estado cativo São Cornélio (donde o nome alternativo).
Sobre a sua primitiva função, acreditava-se que pudesse ter sido um prætorium (acampamento romano). Entretanto, campanhas de prospecção arqueológica na sua zona envolvente, empreendidas na década de 1960 e na década de 1990, indicam tratar-se, mais apropriadamente, de uma uilla, sendo a torre representativa da sua pars urbana, estando ainda grande parte da pars rustica por escavar.


No contexto da Invasão romana da Península Ibérica, a villa seria de propriedade de um certo Lúcio Cecílio (em latim: LVCIVS CÆCILIVS), um abastado cidadão romano, negociante de estanho (metal abundante na península Ibérica), que a teria erguido pelos meados do século I. De acordo com os testemunhos arqueológicos, foi destruída nos meados do século III por um grande incêndio, e reconstruída posteriormente.
Na época medieval, sobre os seus restos construiu-se uma capela sob a invocação de São Cornélio, que as lendas associavam ao local, mas que caiu em ruínas e desapareceu por completo pelo século XVIII.
É possível que no período medieval a estrutura de Centum Cellas tenha tido algum papel na consolidação e defesa da fronteira oriental do reino de Portugal com o de Leão (ficando, v. g., na mesma linha de defesa que a Egitânia e a Guarda, fundada em 1199), tendo inclusivamente recebido foral de Sancho I de Portugal em 1188, onde surge referenciada como Centuncelli. Assim o parece ter entendido Pinho Leal ao referir que, na passagem do século XIII para o XIV, a torre teria sido reconstruída para servir de atalaia, enquanto os restantes anexos caíam em ruínas (Portugal Antigo e Moderno) – tese actualmente considerada como improvável. Em 1198 a sede do concelho foi transferida para a vizinha povoação de Belmonte, conhecendo Centum Cellas, a partir de então, um lento processo de declínio.
Centum Cellas foi classificada como Monumento Nacional pelo Decreto nº 14 425, de 15 de Outubro de 1927, publicado no Diário do Govêrno nº 136


Bibliografia: PINHO LEAL, Augusto Soares d’Azevedo Barbosa de. Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande número de aldeias… (12 vols.). Lisboa: 1872 e segs.

Dia de Feira em 1920. (Mogadouro)

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Um dia de feira em Mogadouro, no ano de 1920. Uma magnífica imagem que retrata bem os costumes de então.

Solar dos Magalhães. (Cidade de Amarante)

quinta-feira, 17 de março de 2011

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Edificado possivelmente na segunda metade do século XVI, o Solar dos Magalhães, implantado no centro da malha urbana de Amarante, tornou-se no século XIX um símbolo da resistência dos amarantinos face à invasão napoleónica.
Incêndiado pelas tropas francesas em 1809, o solar mantém da estrutura original apenas as paredes exteriores. De planta poligonal, divide-se por dois pisos, destacando-se a composição da fachada principal.
No piso térreo do frontispício foi aberta uma imponente loggia com seis arcos assentes sobre robustas pilastras, muito ao gosto da tratadística italiana quinhentista. Sobre esta, no andar nobre, foi edificada uma varanda, cuja arquitrave assenta sobre colunata jónica.
As restantes fachadas são rasgadas por fenestrações, colocadas a espaços regulares, que marcam a divisão do espaço. No registo inferior, foram abertas janelas de peito, no superior, janelas de sacada com varandim.

Fonte: IPPAR

Praça D. Manuel I e Avenida D. João II. (Cidade do Porto)

Fotografia com data de 1960 e com pormenores interessantes, em primeiro plano vemos a extinta "rotunda das Antas" que integrava a Avenida de Fernão de Magalhães, neste local actualmente passa a VCI tendo a antiga rotunda sido substituída por um viaduto sobre a mesma. Em 1994, a VCI é prolongada até às Antas, engolindo a Avenida de D. João II e substituindo a rotunda da Praça de D. Manuel I, a meio da Avenida de Fernão de Magalhães, por um nó rodoviário.
O imponente edifício, apalaçado que surge na direita da imagem é o Hospital Conde de Ferreira. Vemos também ao fundo junto do bairro de Paranhos, o Bairro do Outeiro.
Praça D. Manuel I na Avenida Fernão de Magalhães
Imagens:
- AHMP

Antiga Praça do Peixe. (Viana do Castelo)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma imagem de um local, pode-se dizer, extinto... A área da antiga Praça do Peixe de Viana do Castelo, anos antes da abertura da Avª dos Combatentes, que a comprometeu definitivamente.

Freixo noutros tempos. (Cidade do Porto)

sábado, 5 de março de 2011

Imagem de grande dimensão, clique para ampliar e visualizar pormenores
Uma bela e antiquíssima imagem do rio Douro, na zona do Freixo, cidade do Porto. Na esquerda em segundo plano identifica-se (pela chaminé) a companhia de moagens Harmonia, na margem direita vemos o conhecido Areinho.

Pedra de Armas ou Brazão do antigo mercado do peixe da Cordoaria.

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 O extinto mercado do peixe da Cordoaria (edifício da direita)
O brasão do Mercado do Peixe.

A Pedra de Armas ou Brazão do antigo mercado do peixe da Cordoaria não desapareceu.  Encontra-se actualmente numa das paredes da Torre de Fernando Távora, a reconstituição da antiga Casa da câmara, (a casa dos 24)  mesmo junto à Sé do Porto.

Hospital Real de Santo António. (Cidade do Porto)


Hospital de Santo António (traseiras do edifício). Calótipo de Frederick William Flower
Prova actual em papel salgado, a partir de um Calótipo de Frederick William Flower
Iniciada a sua construção em 15 de Junho de 1779, o edifício actual veio substituir o antigo Hospital de D. Lopo na Rua das Flores.
O projecto inicial de John Carr contemplava um edifício quadrado de quatro fachadas mas, por falta de recursos, a Misericórdia alterou o projecto ficando então em forma de "U". Devido ao terreno pantanoso escolhido para a construção, tiveram de ser construídos alicerces fundos e largos, o que atrasou muito a conclusão da obra.
Este edifício é o maior do estilo neoclássico inglês construído fora do Reino Unido. O projecto inicial contava com 20.600 portas e janelas e 160 salas, o que originou os comentários críticos de que seria mais apropriado para um palácio do que para um hospital.
 Hospital geral de St.º António. Fachadas frontal e lateral
Hospital geral de St.º António em 1920 (BPI)
A fachada principal tem 177 metros de largura e cinco corpos distintos compostos por arcos plenos, arcos redondos, colunas dóricas e vários frontões triangulares.
No "descampado" que vemos em primeiro plano encontra-se hoje ocupado pelo novo edifício do Hospital construído já em 1993. Para dar resposta às novas necessidades da instituição, iniciou-se a construção dessa nova e moderna ala do hospital, no local onde deveria ter sido construída inicialmente a quarta fachada.

Fontes:
- CMP (Arquivos)
- HSA na base de dados SIPA do IHRU
- www.hgsa.pt

"VILLA REAL - PRAÇA LUÍZ DE CAMÕES E LARGO DO PRINCEPE REAL"

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Vila Real, o centro da actual (muito desenvolvida) cidade, mas no inicio do séc. XX, quando ainda era uma pacata e próspera vila.
Na imagem publicada "VILLA REAL - PRAÇA LUÍZ DE CAMÕES E LARGO DO PRINCEPE REAL" chamamos a atenção para os pormenores, como os edifícios que ladeiam a avenida, a sé e o jardim.
Uma bela e interessante imagem, principalmente para quem conhece o local actualmente.