Antiga Igreja Paroquial de Bustos. (Oliveira do Bairro)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Antiga Igreja de Bustos, antes e durante a sua demolição

antiga igreja paroquial resultou da adaptação e da ampliação de uma antiga capela aí existente, cujo arco cruzeiro tinha a data de 1733; e, num nicho superior à porta, estava a pequena escultura de S. Lourenço, de pedra, trabalho do século XVI. Era dedicada a S. Lourenço e possuía duas esculturas de madeira do século XVIII: a de S. Lourenço e a de Santo António; também a de uma Virgem sentada dando leite ao Menino, do mesmo século - Nossa Senhora do Leite ou Virgem do Leite.Esta igreja foi demolida, dando origem a outra de tipo moderno, erigida na área do Corgo de Bustos, na qual também existe, numa peanha lateral, a imagem de Nossa Senhora de Fátima.

Arco da Porta do Postigo e da Porta Nova. (Ponte de Lima)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Nesta primeira fotografia vemos Ponte de Lima em 1858, na altura, com o então ainda existente Arco da Porta do Postigo, tal como o da Porta Nova, actualmente desaparecidos.

Clique nas imagens para as ampliar
 
Na fotografia de baixo, observamos algo que se situa "dentro do circulo a vermelho" da fotografia de cima... Um conjunto de 3 prédios demolidos para dar lugar ao edifício da actual Caixa Geral de Depósitos, durante uma cheia em 1947.
...E o mesmo local, nos dias de hoje...

Ponte Romana de Sacavém.

Em 1571, Francisco de Holanda publica a sua primordial obra sobre o urbanismo de Lisboa “Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa”. Nessa obra o autor alerta para o estado ruinoso da Ponte Romana de Sacavém: «E logo devem ser edificadas novas pontes, ou reedificadas as que fizeram os Romanos ao redor de Lisboa, como a de Sacavém e outras. … Para cujo efeito, lhes dou aqui o desenho destas pontes para reedificarem a de Sacavém, e as outras do rio Tejo».
Clique na imagem para a ampliar
Da Ponte Romana de Sacavém, actualmente desaparecida, resta-nos só a ilustração daquele grande humanista português que foi Francisco de Holanda...

Elevador Estrela-Camões. (Cidade de Lisboa)

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Elevador Estrela-Camões.
Actualmente já desaparecido, este elevador  ia da Estrela ao Camões (Lisboa), tratava-se de um funicular projectado por Raoul Mesnier de Ponsard como podemos apreciar nesta fotografia de inicios do século XX, (talvez 1913).

Teatro Avenida. (Cidade de Lisboa)

domingo, 20 de junho de 2010

Imagem de grande dimensão, clique para a ampliar
O Teatro Avenida em Lisboa, foi inaugurado em 1888 e existiu até 1967. Foi completamente destruído por um incêndio.

Imagem:
- AML

Ponte Ferrea de Canaveses, de Gustavo Eiffel. (Marco de Canaveses)

sábado, 19 de junho de 2010

Ponte (Férrea) de Canaveses sobre o Tâmega integrada na Linha do Douro, foi inaugurada em 15 de Setembro de 1878, mas posteriormente desmontada e substituída por uma ponte de alvenaria.
Conserva-se o projecto desta "Pont sur le Tamêga de 256,600 d'ouverture" bem como a respectiva memória justificativa. Em baixo uma fotografia da ponte que foi mais tarde substituída por uma ponte de arcos múltiplos de alvenaria.

Ponte do Tâmega. Caminho de Ferro do Douro. 
Ponte de ferro, inaugurada em 15-09-1878 e actualmente substituída por outra em alvenaria, edificada na década de 40 do séc. XX. 
As fotografias de baixo são de grande dimensão, clique para aumentar e visualizar pormenores
Ponte Férrea de Canaveses
Conserva-se o projecto desta "Pont sur le Tamêga de 256,600 d'ouverture" bem como a respectiva memória justificativa. 
Neste caso trata-se de uma viga contínua de 5 vãos (tramos extremos de 44,8 m e tramos centrais de 56 m) em treliça de perfis compostos de chapa de aço rebitada. As diagonais a 45º nos dois sentidos eram formadas por cantoneiras.
Neste caso os pilares eram metálicos assentes em plintos de alvenaria. Os dois pilares centrais atingiam a altura de 36 metros (a parte metálica).
A actual ponte em alvenaria de granito em construção. Substituiria a antiga ponte metálica 

Vista aérea da Cidade de Coimbra em 1941.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Imagem de grande dimensão, clique para a ampliar e apreciar os pormenores

Nesta fotografia, vemos a cidade Universitária tal como o era cerca de 70 anos no passado, trata-se de uma vista aérea de Coimbra em 1941...

Ponte sobre o Rio Guadiana. (Barragem do Alqueva)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Ponte sobre o rio Guadiana, actualmente destruida e submersa nas águas da Barragem do Alqueva. Através desta antiga ponte fazia-se também o acesso à antiga Aldeia da Luz, da qual já aqui falamos anteriormente.

Em baixo, imagens algo desoladoras e controversas, a destruição do tabuleiro da ponte, numa zona que em breve estaria submersa.
Seria mesmo "necessário" destruir esta ponte e arrasar a antiga Aldeia da Luz como o fizeram?
-Ou teria sido mais correcto deixá-las repousar no fundo das águas da barragem, respeitando a sua memória, como sucedeu a tantas outras?
-As opiniões dividem-se!!!

´

Antiga Escadaria da Câmara Municipal do Porto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Em baixo, a «infame» escadaria, numa foto da C. M. P. datada de 1950
Muitos Portugueses, incluindo aqueles que nasceram e vivem na Cidade Invicta, conhecem bem a bonita obra arquitectónica, que é a própria Câmara Municipal do Porto. No entanto, muita gente ignora por completo que quando a obra foi concluída, a fachada do edifício não era exactamente como a conhecemos agora... O acesso à Câmara era feito através de uma sólida escadaria de pedra, que teve uma longevidade muito curta, tendo sido substituída pelas "rampas" laterais que todos conhecemos.
A imagem que se segue (embora igual à anterior) é de grande dimensão, clique para a ampliar.
Em baixo, fotografias da C. M. P. ainda em construção.
 Imagens de grande dimensão, clique para ampliar e visualizar os pormenores
Construção do edifício da Câmara Municipal. Atrás vemos a Igreja da Trindade
Fachada traseira. O término da Torre, seria alterado para aquele que conhecemos actualmente
O edifício da Câmara visto da Praça da Liberdade. Repare-se no pormenor da Torre, cujo término seria alterado para aquele que conhecemos actualmente
Porto - Praça da Liberdade e Avenida dos Aliados. Foto Beleza
 Praça D. João I, nos anos 50. É visível a torre da Câmara Municipal, com o seu término original. Seria alterado e diminuído, para aquele que conhecemos actualmente
Projecto de 1918, para a construção do edifício da CMP - Alvão

Imagens:
- Alvão
- Beleza
- CMP

Locomotivas a vapor sobre a ponte Maria Pia.

Clique nas imagens para as ampliar
 Ponte Maria Pia em 1887
O comboio atravessando a ponte Maria Pia
Comboio a vapor na Ponte Maria Pia
A beleza das antigas locomotivas
Nas fotografias de cima, podemos ver as possantes e antigas locomotivas a vapor, com os respectivos vagões, a passar sobre o rio Douro, pelo tabuleiro da Ponte Maria Pia, (mais conhecida por Ponte D. Maria), actualmente desactivada e substituída pela Ponte S. João.
A encosta de monte que vemos, nas duas últimas imagens, atrás da ponte é nada mais nada menos que Vila Nova de Gaia.

Imagens:
- Repositório Temático da U. P.
- BPI

Praça de Touros de Matosinhos. (Cidade de Matosinhos)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

TOURADAS EM MATOSINHOS
Clique na imagem para a ampliar
Guilherme Felgueiras, na preciosa Monografia de Matosinhos: que escreveu e publicou em 1958, ao debruçar-se na análise do tema, afirma que “a vila de Matosinhos, decididamente, não manifestou, nunca, grande predilecção pela “festa brava”, daí o terem fracassado persistentes tentativas para a dotar com uma praça de touros”.
Obtempera:

“Já em 1888 se organizavam espectáculos taurinos neste laborioso centro de pesca; em 28 de Julho de 1901, por iniciativa do Conde Bettencourt, de Raúl Pinto de Sousa e de Afonso de Faria, era inaugurado novo redondel, este construído não longe da Praia de Banhos “D. Carlos I”, por detrás da Memória do Senhor do Padrão, porém, a sua exploração não chegou a atingir uma década. Mais tarde, nova praça foi erguida no antigo Campo de Sant’Ana, tendo uma duração ainda mais efémera.
Além de outros festivais de toiros, com bons cartéis e que tiveram certa vitalidade e pujança, foram divertidíssimas algumas garraiadas organizadas com objectivos benemerentes ou de interesse público, a que deram a sua cooperação circunspectos cavalheiros e rapazes das melhores famílias do Porto, Foz e Matosinhos”.
Clique na imagem para a ampliar
PRADO DE MATOSINHOS (Já aqui abordado anteriormente)  
Neste terreno, mesmo em frente ao Senhor do Padrão esteve instalada a 1.ª praça de Touros de Matosinhos.
Ermida do Senhor do Padrão
Fontes:
- CMM
- BMP
Imagens:
- BPI, Edição Estrela Vermelha

Ponte Ferrea sobre o Rio Oura. (Vidago)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Clique na imagem para a ampliar
A Linha do Corgo foi o primeiro traçado de via estreita construído e explorado pelo Estado Português.


Esta linha foi aberta faseadamente:

Régua - Vila Real: 12 de Maio de 1906
Vila Real - Pedras Salgadas: 15 de Julho de 1907
Pedras Salgadas - Vidago: 20 de Março de 1910
Vidago - Tâmega: 20 de Junho de 1919
Tâmega - Chaves: 28 de Agosto de 1921

Na fotografia de cima podemos ver o "Texas", versão Locomotiva E 203 (1911), a passar sobre o rio Oura! Em 19 de Janeiro de 1978, a linha do Corgo passa a ser feita por locomotivas a diesel, deixando para trás estas antigas máquinas a vapor.
O troço (Chaves-Vila Real) foi encerrado de vez pelo Estado em 1 de Janeiro de 1990.

Novo Bazar da Trindade. (Cidade do Porto)

Clique na imagem para a ampliar
O Novo Bazar da Trindade, situado na então Travessa da Praça da Trindade, mesmo no centro da cidade do Porto.
Quem residir na Invicta, mas não souber identificar o local não deve estranhar, pela simples razão de que a rua em causa mudou de nome. Já não se chama Travessa da Praça da Trindade. Mas não é muito difícil adivinhar onde ficava. É a actual Rua do dr. Ricardo Jorge.

Mina do Azeiche ou Azeche.

O nome desta pequena localidade deriva da existência de uma mina designada Mina do Azeiche ou Azeche que laborou no local até finais do séx XIX. A localidade surge na continuidade da praia das paredes até á praia de Vale Furado (cerca de 2km) a norte.

Geologia:


Da Mina do Azeiche até Vale Furado, numa extensão de 2 km, são visíveis afloramentos do Cretácio Inferior e Superior (65 a 145 milhões de anos) e do Terciário. Integram arenitos fluviais, calcários e conglomerados, tendo sido encontrados alguns fósseis de répteis e mamíferos nos arenitos. Ainda nestas arribas é possível identificar diversas anomalias geológicas petrográficas e químicas que podem indiciar o impacto de um meteorito (a 300 km para Oeste, em pleno oceano).
A Mina:

Desde há muito que se conhecem indícios superficiais importantes que demonstram que houve geração de petróleo na bacia Lusitânica.
A pesquisa de hidrocarbonetos em Portugal remonta a 1844 com a descoberta da mina de asfalto. Para além da pavimentação de estradas, o asfalto retirado dessa mina terá sido usado para pavimentar todas as estações de caminho de ferro de Lisboa até Elvas e do Entroncamento até ao Porto, construídas no final do século XIX e início do século XX.
O período da primeira concessão iniciou-se em 1848 e laborou irregularmente até 1861 e que a breve trecho provou não ser rentável.
Actualmente a mina desabou e o local encontra-se bastante abandonado.
Até á poucos anos (antes da mina desabar), era possível entrar-se lá dentro, após se entrar seguia-se um caminho que levava até um “Poço”, o acesso ao fundo do poço era feito por uma escada em caracol. A Tentativa de Junta de freguesia de Pataias para selar a entrada da mina foi sempre em vão, visto que as sucessivas portas de metal entre outros eram sempre vandalizados.
Acesso:

Devido ao declive, ao crescimento da vegetação e um acesso não definido, implicam muita cautela no acesso á mina e ao próprio areal.

Não existem, portanto, acessos definidos para o areal nem tão pouco vigilância. Aliás, o único acesso seguro para o areal pertence exactamente a um equipamento privado. No entanto, a praia é muito frequentada pelos habitantes que sazonalmente residem nas múltiplas infra-estruturas urbanas e, talvez, o sossego e a paisagem justifiquem por si só esta afluência.

É recomendável estacionar nas seguintes coordenadas: … … e seguir o caminho existente junto á casa.

Cache:

Para encontrar a cache final terá de encontrar a entrada da mina (Coordenadas), e ai registar o ano em que foi construída a entrada. Depois terá de fazer o seguinte calculo … … O resultado revelará as coordenadas para a cache final que fica a poucos metros da entrada da mina.

Como já foi explicado o acesso ao local é um pouco complicado, por isso não é recomendável ser feita á noite, não leve crianças, se possível faça a cache acompanhado.

Poderá vislumbrar a paisagem e as ruínas. Na arriba poderá ainda encontrar as ruínas de um respirador entre outras.

Texto e imagens enviadas pelo leitor: Tiago Inácio

Ponte Românica de Pontigo e Ponte Romana de Fonte Arcada. (Sernancelhe)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Antigas pontes localizadas nas freguesias de Freixinho e Fonte Arcada

Em cima vemos imagens da extinta ponte românica do Pontigo em Freixinho, de tabuleiro em ângulo obtuso, na imagem de baixo vemos a também já desaparecida, antiga ponte romana (que era a maior da região e tinha 110 metros de comprimento sendo formada por quatro arcos), que ligava o concelho de Sernancelhe ao de Moimenta da Beira, da população de Fonte Arcada ao Vilar.
Ambas "pereceram" perante o estancamento das águas pela barragem do Távora.

Ponte Antiga de Vila da Ponte. (Sernancelhe)

Em cima, a antiga ponte, para sempre perdida

A Povoação de Vila da Ponte, antes da Barragem

Esta Povoação chamou-se primitivamente Ponte, ou Ponte do Távora e Ponte Távora, da antiga ponte de cantaria, que se ergueu, em tempos remotos, à entrada do alfoz de Sernancelhe, do lado do poente, e que foi destruída há alguns anos devido à nova albufeira da Barragem do Vilar e erro humano.

Foi construída uma ponte paralela em betão a jusante da ponte Romana; as águas da albufeira encheram até ao moínho do calor, inundando os terrenos férteis e prósperos da aldeia; a ponte entrou em ruínas e dizia-se que a qualquer momento ruiria, e quem passava por ela, notava umas fissuras no estrado, que deixavam ver o rio. Pouco depois foi abatida, um crime imperdoável.

A construção da barragem do Vilar na década de 60, deu uma nova configuração à aldeia de Vila da Ponte, agradável, mas quando albufeira se encontra cheia.
A construção desta barragem com a albufeira, destruiu a velha ponte romana, rompendo com as árvores (amieiros e negrilhos) que ladeavam as águas e escondiam as ninfas humanas que, nos seus entretimentos ribeirinhos, eram gulosamente espreitadas e observadas pelos espertinhos gaiatos crescidos nadando por vezes bem perto. O progresso levou os moínhos, destruiu levadas, lambeu demasiado as margens, dando um espetáculo de desolação de tal modo que, por mais esforços que se façam, muito dificilmente se recupera uma recomposição satisfatória do contexto endénico de outrora, se as águas não se mantiverem ao nível médio previsto para a albufeira.

A Cabeça do Velho e A Cabeça da Velha. (Serra da Estrela)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Estes dois monumentos continuam a existir felizmente... São obras esculpidas pela própria natureza, resultado da erosão, dos ventos e da chuva, são no entanto, desconhecidos de muitos Portugueses, por incrível que possa parecer.
Pela sua singularidade, dedicamos-lhe aqui uma postagem.

Clique nas imagens para as ampliar
Localizados na região da Serra da Estrela, podemos observar nestas já bem antigas fotografias, "A Cabeça do Velho" em cima e "A Cabeça da Velha" em baixo.

Ponte do Caminho de Ferro. (Pinheiro de Lafões / Oliveira de Frades)

domingo, 6 de junho de 2010


Esta curva fica (ou ficava) em Pinheiro de Lafões. Toda a zona envolvente está modificada pelo progresso  e da antiga linha sobram apenas uns metros de carril e travessas soterradas e cilindradas

O Urinol da Praça Luís Cipriano. (Cidade de Aveiro)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Clique nas imagens para as ampliar
Aspecto da Praça Luís Cipriano, nos finais do séc XIX ou inícios do séc. XX e certamente antes de 1911, mostrando um dos urinóis característicos na época e a Ponte dos Arcos, à direita. Ao fundo, a Capela de S. João derrubada em 1911.
Em baixo, outro aspecto mais recente (1920/30) da Praça Luís Cipriano. No lugar do urinol vemos o estacionamento dos carros de aluguer. A zona ajardinada desapareceu, subsistindo uma palmeira. Ao fundo, as barracas da Feira de Março.