Ponte Submersa de Lindoso. (Ponte da Barca)

domingo, 30 de maio de 2010

Imagem de grande dimensão. Clique para ampliar
Antiga ponte actualmente submersa.

Ponte simples, possuindo apenas um arco, mas muito sólida, foi a antecessora da actual ponte em betão que é parte integrante da EN 104-1 que passa pela pequena mas bela localidade do Lindoso.
Actualmente "repousa" muito perto da ponte que a substituiu...
Como muitas outras foi submersa e substituida devido a subida das águas quando da construção de uma barragem.

1.ª Fonte da Arrábida. (Cidade do Porto)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Como o nome indica foi a primeira fonte pública do Monte da Arrabida. Situava-se abaixo do Lugar do Bicalho, quase na confluencia do ponto em que se divide a freguesia de Lordelo do Ouro e de Nossa senhora da Boa Viagem de Massarelos, junto portanto da estrada marginal do Rio Douro, nas fraldas do referido Monte. Encontrava-se primitivamente entre dois barracões próprios para oficinas de serralheiro e ferreiro. Explorando-se a pedreira daquele monte, no sitio proximo as dezoito bracas, afim da Companhia Geral dos Vinhos do Alto Douro prosseguir com as obras da barra do ouro, que por lei estavam a seu cargo, rebentou espontaneamente da rocha viva, uma porção de agua purissima e fresca, a qual por ordem da citada Companhia foi desde logo aproveitada para se construir uma fonte publica.assim apareceu a primeira Fonte da Arrabida. O seu frontespicio, de arquitectura simples, tinha uma bica de ferro chumbada, onde a água chegava através de uma caldeira de pedra a qual caia dentro de um pequeno tanque, aos ladosdo qual estavam dois assentos de pedra., cuja finalidade seria o descanso dos viandantes que por ali passavam. Aponta-se para o ano de 1863 o ano da sua construção e tendo sido removida para os Jardins do SMAS em 1948 ano em que foi reconstruida.

Fonte: SMAS

A Rua de Santa Ana. (Cidade de Matosinhos)

terça-feira, 18 de maio de 2010

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No antigo postal de cima vemos a Av. D. Afonso Henriques, anteriormente Rua de Santa Ana e depois Av. Vitória, antes das obras que a regularizaram e transformaram de uma vereda numa avenida.

A porta, e escadas, de acesso ao adro que se vê na imagem já não existem, pois aquela parte do terreno está integrada nos jardins da Misericórdia.
 
A legenda do postal está errada, sendo o mesmo referente a Matosinhos.

O Velódromo Maria Amélia. (Cidade do Porto)


Quem passa pela Rua Adolfo Casais Monteiro, antiga Rua de Pombal, não repara no grande portão de ferro do muro que rodeia o Museu Soares dos Reis. Se voltássemos atrás cerca de 110 anos, seria por lá que entraríamos no Velódromo Maria Amélia, inaugurado em 1894.

As duas rampas encurvadas de acesso ao Velódromo permanecem intactas. Quem subia a calçada inclinada deparava-se com uma pista de 333,33 metros de perímetro, sendo que as duas rectas paralelas se uniam no topo, através de curtas com a respectiva sob relevação. No seu interior encontravam-se também dois campos de ténis. Do Velódromo apenas restam duas inclinações, que se situavam nos topos da pista.
Velódromo Maria Amélia 
O Velódromo fora construído no local onde era o palácio dos Carrancos. Um espaço que pretencia à família real e que o el-rei D.Carlos, presidente honorário, cedeu à associação do Velo Club do Porto, fundado a 1983. O segundo do país, antecedido pela Secção Velocipedista do Clube de Caçadores do Porto, na Quinta de Salgueiros. (1983).
Corrida de Profissionais, Porto, Junho de 1900
O Velódromo Maria Amélia acolheu muitas corridas e outros eventos desportivos. Nele até foi realizada a primeira corrida motorizada em Portugal. O espaço circundante do velódromo servia, também, como local de recreio e convívio para aqueles que queriam desenvolver a prática desportiva e para os seus sócios. Para além disso, funcionava como espaço para outros desportos: ciclismo, motociclismo, ténis, golfe.
Nos primeiros dez anos do século XX o ciclismo em pista perdeu alguns apoiantes. Com a implantação da República, o Velódromo encerrou. O espaço ficou encerrado até 1932, ano em que passou para a Santa Misericórdia do Porto.
Hoje, para aceder ao espaço, é preciso entrar pelo Museu Nacional Soares dos Reis. Ainda assim, o espaço não se encontra completamente livre ao público. José Maria Ferreira visitava o Velódromo enquanto criança, para acompanhar os pais ou os irmãos.

Fonte: 
- JPN
Imagem:
- Publicação “Humberto Fonseca”, Arquivo Municipal de Fotografia, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, 1998.

A Rua do Infante e o Túnel da Ribeira. (Cidade do Porto)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Rua do Infante já sofrera bastante com a abertura da Praça do Infante, que requereu a demolição de vários edifícios.
Vista da Sé e da igreja dos Grilos, num cliché obtido muito provavelmente a partir do Palácio da Bolsa, na zona posteriormente ocupada pela Praça do Infante.
As traseiras do casario, visível na imagem, pertenciam à desaparecida Rua das Congostas, destruída para a abertura da 2.ª  fase da Rua Mouzinho da Silveira
(Clique nas imagens para as ampliar)
O terreno que actualmente constitui a Praça do Infante, de grande declive, era parte integrante da cerca do Convento de São Domingos, situado no vizinho Largo de São Domingos.
A rua sofreria ainda mais com a abertura do Túnel da Ribeira. O seu carácter imponente de empório comercial da época medieval viu-se banalizado e ocupado, passando a ser meramente aproveitada para escoamento de tráfego automóvel. Se fosse estreita, talvez a Rua do Infante tivesse sido toda demolida. Sendo larga, salvaram-se alguns alinhamentos e edifícios, mas deixou de ser uma rua de grandes negócios e de convívio ao ar livre.
Rua do Infante ou Rua dos Ingleses em 1871. Edited by W.F. Ainsworth, F.R.G.S., F.S.A
Rua do Infante, antes da abertura da Praça com o mesmo nome
A Rua do Infante... em cima numa época anterior a construção da Praça que passou a ostentar o mesmo nome. Em baixo, tal como é actualmente, podendo-se observar (na segunda imagem) ao fundo o Túnel da Ribeira que não existia na altura das primeiras duas fotografias
Túnel da Ribeira
Em baixo: A Rua do Infante em 1940
Em baixo, outro ângulo, uma fotografia tirada do tabuleiro superior da Ponte Luís I, podemos ver os (ainda existentes) pilares de granito da extinta Ponte PênsilNesta altura iniciava-se a construção do Túnel da Ribeira
Construção do Túnel da Ribeira

Imagens:
- Arquivo histórico e municipal do Porto
- BPI, digitalização
- Autores desconhecidos

As Ilhas do Porto. (Cidade do Porto)

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Dá-se o nome de ilha a um tipo de bairro que surgiu na cidade do Porto, em Portugal.

A ilha do Porto é um tipo de habitação operária muito diferente do de outras cidades industriais, como Lisboa, onde existem os pátios, ou as cidades industriais europeias. Surgiram inicialmente na zona oriental da cidade, mas rapidamente se estenderam ao centro e aos concelhos limítrofes.

Para o aparecimento das ilhas acredita-se que tenha contribuído a grande influência inglesa na cidade. O esquema das ilhas é frequentemente associado às primeiras back-to-back houses em Leeds, quer em termos de morfologia, de promotores e em termos de intuito de construção.

A origem das ilhas é desconhecida sendo certo que no séc. XVIII já eram relatadas casas a que se chamava de ilhas.

Em inquirições de D. Afonso IV (1291-1357) fazem-se referencia também a conjuntos de habitações com apenas uma saída para a rua.

Foi, no entanto, no final do sec. XIX, com o desenvolvimento industrial da cidade, e com a chegada de muitos migrantes das terras do norte do país, que este tipo de habitação se massificou.

Este tipo de habitação tende à extinção por diversas razões, como a falta de espaço e/ou condições.

Duelo à pistola. (Monsanto, Lisboa)

domingo, 2 de maio de 2010

Duelo à pistola em Monsanto
Fotografia de um duelo à pistola entre o ministro da Fazenda, Afonso Espregueira e o deputado Caeiro da Mata, provocado por incidentes parlamentares, em Monsanto (Lisboa) no ano de 1909.
Primavera de 1909, o juiz (conde de Penha Garcia) e os quatro padrinhos (conselheiros do reino), preparam as pistolas para os dois ilustres (e honrados) deputados da nação (Afonso de Espregueira e Caeiro da Mata), travarem um duelo (proibido por lei), na tentativa de resolver, de uma vez por todas, as continuas querelas parlamentares entre ambos.

Duelo à Espada em Azinhaga da Ameixoeira. (Lisboa, 1914)

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Na fotografia de cima datada de 1914, vemos um duelo à espada entre o Comandante Leote do Rego e o Comandante Nunes Ribeiro, em Lisboa mais exactamente na Azinhaga da Ameixoeira.
Comandante Leote do Rego
O Comandante Leote do Rego ter-se-ia ofendido por algumas palavras proferidas por Nunes Ribeiro. 
O duelo durou apenas cerca de três minutos, tendo o mesmo terminado com um «empate técnico» e segundo se constou, «ligeiros ferimentos».