Capela (ardida) do Senhor dos Milagres. (Albergaria-a-Velha)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010


A "capela ardida" cujas ruínas ainda existem no alto da serra (no monte a que o google earth chama de "Cabeço do Telégrafo") a norte da casa do guarda de Vila Nova de Fusos.

Segundo o Dr. Delfim Bismarck Ferreira, na sua obra "Valmaior ao longo dos séculos", a Capela do Senhor dos Milagres foi mandada edificar no início do Século XX por Joaquim António Dias, de Valmaior d’Além, num lugar chamado Portal do Monte Frusil, em Vila Nova de Fusos, em cumprimento de um voto.

Requereu autorização à Junta de Paróquia de Valmaior, em Junho de 1907, para a construção da referida Capela, para a qual já tinha a imagem, num terreno baldio de 12 por 9 metros no sítio denominado por Cabeço do Vale Madeiro ou Portal do Monte Frusil.

Poucos anos depois, os de Pessegueiro do Vouga reivindicaram que aquele terreno pertencia àquela freguesia e querendo incendiar a Capela, o que veio a acontecer, o seu proprietário trouxe todas as imagens para o lugar de Santo António onde ainda se encontram.

Rua Nova da Alfândega em Miragaia. (Cidade do Porto)

sábado, 25 de setembro de 2010

A Rua Nova da Alfândega (Miragaia) com o aspecto que possuía nos finais de 1800 / inícios de 1900.
 Clique na imagem para a ampliar
Construído sobre estacaria no antigo areal de Miragaia, o edifício da nova Alfândega foi projectado em 1860 pelo arquitecto francês C. Colson e inaugurado em 1869. Durante a execução das obras houve alterações ao nível do projecto base, com a criação de um terceiro piso nos corpos laterais, da responsabilidade dos engenheiros Alberto e Torquato Àlvares Ribeiro. A sua construção impulsionou uma reforma urbanística da zona, nomeadamente com a abertura da Rua Nova da Alfândega.
Vista de Miragaia - Início da construção da Alfândega, em 1860
A Alfândega Nova - BPI, obtido a partir de um cliché de Emílio Biel

A Textil de Ermesinde. (Cidade de Ermesinde)

Teve o destino de inúmeras outras fábricas deste sector... após o encerramente da empresa, o pavilhão, actualmente demolido, chegou a ser aproveitado para diversos fins, como por exemplo, palco para um concerto dos UHF.

Casa do Cruzeiro ou Casa da Camila. (Cidade de Ermesinde)

Casa do Cruzeiro - Cliché de autor desconhecido
A "Casa do Cruzeiro" (nome atribuído devido ao cruzeiro que existia ao seu lado) ou "Casa da Camila", em S. Silvestre, Ermesinde, foi demolida, apesar do protesto de muitos populares, no dia 26/07/1997. A casa não era considerada imóvel com interesse, sabe-se lá porquê. 
Localizava-se mesmo em frente ao café Gazela e à farmácia MAG, ocupando uma porção de terreno que actualmente é uma praça pública com uma singular (e pouco bonita) fonte.
Daquela casa só sobreviveu ao progresso o cruzeiro em pedra, visível na fotografia.

Imagem:
- Autor desconhecido

Avenida Dr. Oliveira Salazar. (Cidade de Barcelos)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Localizada no centro da cidade de Barcelos, a Avenida Dr. Oliveira Salazar ainda existe com determinadas alterações, no entanto o seu nome foi (no meu entender, erradamente) alterado para  Avenida da Liberdade.

Igreja de S. Francisco. (Cidade de Barcelos)

Vemos  nestas belas imagens, uma delas um postal datado de 1930, a demolida Igreja de S. Francisco, em Barcelos, da qual de momento não possuímos grande bibliografia.
Citando registos da Paróquia de Santa Maria Maior de Barcelos:
"(...) faceando com o antigo Campo da Feira, ficando a capela-mor já na cerca do convento franciscano, foi mandada construir pela Venerável Ordem Terceira de S. Francisco a Igreja dos Terceiros em 1734, cujas obras só se completaram no reinado de D. Maria I. As torres ficaram incompletas, concluindo-se em 1648 apenas a do lado esquerdo, a qual em um dia sereno de 1912 derruiu e caiu por terra. Templo amplo, o maior desta freguesia, despido porém de arte e beleza arquitectónica, foi demolido em 1931 e os seus materiais aplicados na nova igreja de Santo António da Cidade."
In "Ilustração Portuguesa"
Igreja de S. Francisco, BPI

A Empresa Industrial de Ermesinde ou A Fabrica da Telha. (Ermesinde)

sábado, 18 de setembro de 2010

A "Fabrica da Telha" como era vulgarmente designada, foi fundada e iniciou a sua actividade em 1910 sob a designação de Empresa Industrial de Ermesinde, dedicando-se ao fabrico da telha tipo marselha e tijolo vulgar. Nos anos 20 atingiu grande prosperidade. Esta actividade foi crescendo e novos parceiros foram associados dando origem a um excelente exemplo da arquitectura industrial do início do século.

Encerrada (como inúmeras outras) por alturas da "Abrilada", 1974/75, tornou-se um enorme edifício em ruínas, frequentado por vadios e drogados e cheio de silvas e ervas daninhas.


Depois de várias intervenções, este espaço que se encontrava abandonado e completamente decadente, foi adquirido pela Câmara Municipal de Valongo que o adaptou a Forum Cultural.
Da construção original, o espaço melhor conservado foi o antigo Forno da Cerâmica, agora utilizado como galeria museológica. Para além deste espaço, existe ainda uma galeria de exposições temporárias de diferentes vertentes artísticas.
Foi criada, neste edifício, a maior Casa de Espectáculos concelhia, com capacidade para 302 lugares.

Antiga Igreja Matriz de Ermesinde. (Cidade de Ermesinde)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Infelizmente as imagens que vemos em baixo e que nos foram gentilmente enviadas, pertencem unicamente ao passado. Trata-se da antiga Igreja Matriz de Ermesinde por volta de 1960/1962.
Assim se manteve até cerca de 1968, quando foi destruída para dar lugar a igreja que existe actualmente.






As obras para a construção da nova igreja, tiveram início em 1968. A Igreja actual é um edifício de linhas arquitectónicas ao gosto contemporâneo, foi construído com recurso à técnica do cimento armado e alvenaria. De volumetria algo complexa, integra uma Capela-Mor em corpo sobre-elevado e uma elevadíssima torre sineira a flanquear corpo da nave.
Infelizmente, deve em parte a sua existência à destruição da sua antecessora que, como as imagens ilustram também era um belo edifício, além de antigo.

Imagens: 
- Autores desconhecidos

Antiga Estação de Caminho-de-Ferro de Ermesinde. (Ermesinde)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Em 1873 inicia-se em Ermesinde a construção da Linha do Douro, tendo sido inaugurado o troço Ermesinde/Penafiel em 29 de Julho do ano de 1875. Em 1882 a Estação sofria as primeiras modificações e dois anos depois construía-se a cobertura metálica das duas vias e respectivas plataformas.
A antiga Estação de Ermesinde, no tempo em que o eléctrico que vinha do Porto, parava mesmo à sua frente
O largo da Estação visto de dois ângulos. Na fotografia de baixo, o edifício que vemos atrás do eléctrico, alojava o restaurante "Canecão". 
Este local actualmente é uma praça ampla, em consequência da demolição de várias destas casas.
Eléctricos junto da Estação Ferroviária
Eléctrico da linha "9" com destino ao Bolhão
Imagem de grande dimensão, clique para a ampliar
A antiga Estação de Ermesinde (zona de acesso interno) numa imagem obtida já depois da Companhia Aliança ter colocado o alpendre metálico, em 1883.
Imagem de grande dimensão, clique para a ampliar
Enquadrada no programa global de modernização dos itinerários suburbanos do Porto com o objectivo de os dotar de um serviço ferroviário adequado à sua dimensão demográfica e às exigências do seu desenvolvimento económico, a intervenção de remodelação da Estação de Ermesinde, teve início em Julho de 1997 e a sua conclusão em Maio de 2001.
Troleicarro n.º 49 da Linha 9 em Ermesinde, junto à Estação. Cliché de autor desconhecido
Na fotografia de baixo, vemos a antiga Estação de Ermesinde como estava nos inícios dos anos 90 do séc. XX.
Em baixo a estação vista da rua (fachada principal) a fotografia, gentilmente cedida, é (como se calhar alguns já adivinharam) de 1975... um ano depois da "Abrilada", o que explica o seu estado lamentável, literalmente revestida de horríveis cartazes alusivos às facções políticas de então.

Fontes parciais:
- REFER
- Arquivos STCP
- CMV

Capela Octogonal de S. Roque. (Cidade do Porto)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

As imagens que aqui apreciamos, representam a pequena mas belíssima Capela Octogonal de S. Roque, situada no Largo do Souto ou Largo de S. Roque. Esta capela foi construída a pedido da população e fundada em 09 de Novembro de 1776, pois a que existia no lado Norte da Sé havia sido destruída pelo terramoto de 1755.  Seria destruída para permitir a abertura da Rua Mouzinho da Silveira (tal como o Largo em si) no ano de 1877. A gravura que vemos em cima, foi feita voltado para Norte, ou seja, atrás dessa capela e edifícios está a Rua do Corpo da Guarda e também a actual Praça Almeida Garrett, bem como o Mosteiro de S. Bento de Avé-Maria (actualmente a Estação de S. Bento). 
Pormenor da demolida Capela de S. Roque, no Largo do Souto ou de S. Roque 

Hotel do Parque. (Caldas de Aregos)

Este anúncio é uma imagem de grande dimensão, clique para a ampliar
Digitalização remetida por leitor
Já se falou aqui das Caldas ou Termas de Aregos, sem nos querermos repetir, deixamos no entanto uma alusão a um item que passou despercebido... O (já extinto) Hotel do Parque, que tal como o seu nome indica, se situava no parque verdejante que envolvia as termas.
«CALDAS D`AREGOS» - Vista geral do Balneário e Hotel Parque
Vista geral - «CALDAS D`AREGOS» 
«Caldas de Arêgos» - Balneário e Hotel do Parque
Hotel do Parque durante uma cheia do rio Douro, em 1962. Curiosamente seria este o nível aproximado que o rio iria passar a ter cerca de uma década depois, devido a barragem do Carrapatelo.
Clique para ampliar. Cliché de autor desconhecido
O Hotel do Parque (em baixo) numa imagem obtida por Cochofel em 1972. Tal como o balneário o hotel foi parcialmente submerso pelas águas do Douro, que no ano atrás citado, subiram cerca de 30 metros devido ao encerramento das comportas da barragem do Carrapatelo. Foi posteriormente demolido.
Clique para ampliar. Cliché de A. Cochofel 
Caldas de Aregos - Cheias em 1962. 10 anos antes da Barragem
Cheias em 1962, vendo-se o Hotel Costa
Nas duas fotografias de baixo: O antigo balneário como era originalmente  e como ficou a partir de 1971/72 devido a subida do nível das águas do Douro... 
Iria manter-se assim «semi-soterrado» até ser demolido para dar lugar ao actual. Na imagem de cima é perfeitamente visível o Hotel do Parque, em segundo plano, atrás do balneário.
As imagens são de grande dimensão. Clique para a ampliar e apreciar os pormenores deste desaparecido edifício
O antigo balneário. Submerso em 1972. Destruído nos finais de 80
Em baixo, após a fatal subida das águas do Douro
CALDAS DE ARÊGOS - ESTRADA DO CAIS (actualmente submersa)
Caldas de Aregos: Ponte do Caminho de Ferro do Douro - VISTO D´ARÊGOS

Imagens:
- A. Cochofel
- BPI (digitalização)
- Autor desconhecido

Torre de Vilharigues. (Vouzela)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A Torre de Vilharigues localiza-se na povoação de mesmo nome, Freguesia de Paços de Vilharigues, Concelho de Vouzela, Distrito de Viseu, em Portugal.A torre, ou castelo, de Vilharigues foi edificada nos finais do século XIII, estando possivelmente inserida no sistema defensivo das terras de Lafões, estruturado desde o século XI, que incluía várias torres senhoriais e atalaias dispersas pela região.
Erguida em posição dominante sobre um outeiro, na vertente noroeste da serra do Caramulo, é uma das torres medievais remanescentes no concelho. Do seu topo avistava-se Vouzela e grande parte do vale de Lafões.

Os elementos estruturais que a constituem, como a presença de matacães, foram introduzidos na arquitectura militar portuguesa durante o reinado de D. Afonso III, e no reinado seguinte a arquitectura senhorial assimilou-os como signos de prestígio e poder.

De planta quadrangular, erigida sobre um podium , a torre encontra-se em avançado estado de ruína, subsistindo muito pouco da estrutura original.
Reconstituem-se duas das fachadas, uma com janela de mainel e parte de um balcão de sacada assente sobre quatro cachorros, outra com balcão ao qual se acede por porta rectangular.
O interior estaria dividido em três andares, sendo ainda visíveis os suportes murários dos pavimentos.

Quinta dos Condes de Paço Vitorino, ou Quinta de Baixo. (Vilar de Andorinho)

Quinta dos Condes Paço Vitorino


"É uma quinta aparentemente abandonada, com campos agrícolas. Parte foi destruída pela EN222. Possui um claustro e capela com algum valor arquitectónico, em estado de ruína."
Vista aérea. Imagem da Google Maps
A Quinta dos Condes Paço Vitorino, é na realidade uma quinta datada de meados do século XVIII, composta de Casa de Quinta e Capela, edifício barroco, em forma de U, sendo o acesso ao edifício nobre feito por escada interior, esta quinta fica situada no gaveto das ruas de Mariz com a de S. João Baptista.
A Quinta de Baixo, também conhecida como Quinta dos Condes de Paço Vitorino, está situada na freguesia de Vilar de Andorinho e existe, pelo menos, desde 1756, com uma configuração muito semelhante à que hoje conhecemos, e onde se articulava já a casa de habitação, a capela anexa e as restantes dependências. Nesta época era propriedade de José Pinto Monteiro, tendo integrado os bens da família Calheiros Lobo, Condes de Vitorino das Donas, cerca de um século depois. A sua designação justifica-se como distinção da Quinta de Soeime, que era a Quinta de Cima.
Como já referimos em cima, de planta em forma de U, um dos modelos mais comuns da arquitectura civil setecentista, a casa da Quinta de Baixo revela uma arquitectura bastante depurada que, apesar da simetria, do ritmo e da dupla escadaria central que domina o alçado principal, tende a afastar-se dos exemplos de tantas outras quintas do norte do país, onde predomina a influência do arquitecto Nicolau Nasoni, em composições de maior exuberância decorativa e cenográfica.
Neste imóvel, a solução empregue é sóbria e linear, sem deixar de procurar desenvolver em profundidade as fachadas que definem o pátio interno, alcançando, assim, uma eficaz sugestão de animação dos panos murários, articulados em profundidade.
Nesta medida, o piso superior é percorrido, em toda a sua extensão, por uma varanda alpendrada, que forma uma arcaria recta, suportada por colunas assentes sobre o peitoril. Correspondem-lhe, no piso inferior, três arcos a pleno centro, abertos nos corpos laterais, uma vez que, no central, se encontra a dupla escadaria de acesso ao andar nobre.
Assim, concebeu-se uma estrutura que parece constituir um corpo diferenciado, adossado ao edifício habitacional desenvolvido atrás. Em todo o caso, com a sua regularidade e sobriedade, a varanda cria um interessante jogo de cheios e vazios, de grande dinamismo, que convergem na escadaria central, esta num plano mais avançado e paralelo à casa.
A entrada nobre. clique na imagem para a ampliar
A capela
No corpo Norte, a capela integra o traçado do edifício, num plano mais recuado, de forma que o alçado lateral é, igualmente, percorrido pela varanda. A fachada principal encontra-se num dos topos do U, mas o acesso é feito por uma zona exterior, e não directamente através do pátio interno, devido à existência de um muro de separação. Neste último, inscreve-se uma fonte de espaldar com nicho.
A fachada da capela é rematada por um frontão trapezoidal, onde se enquadra a torre sineira, cujo volume é equilibrado pelos pináculos laterais.
O portal da quinta é encimado por uma pedra de armas que, apesar de estar muito gasta, parece representar as armas dos Paivas, Azevedos e Monteiros.
As ruínas actuais (que deveriam ser, no meu entender, reconstruidas) servem de palco para a Feira Medieval de Vilar de Andorinho, que se realiza anualmente.

Imagens:
- Google Maps
- Autor desconhecido
- Alexandre Silva
Fonte parcial:
IPPAR, Instituto Português do Património Arquitectónico

Tollan. (Tejo - Lisboa)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Tollan (por vezes também grafado Tolan, por apropriação popular do nome) foi um porta-contentores inglês, que se afundou no Tejo, em frente ao Terreiro do Paço, em Lisboa, a 16 de Fevereiro de 1980, após ter colidido com o cargueiro sueco Barranduna.
O naufrágio ceifou a vida de 4 dos 16 tripulantes do navio, tendo a intervenção de mergulhadores nas buscas de salvamento nos dias que se seguiriam se revelado infrutífera.
Rodando ainda 180 graus, dois dias após o naufrágio, o Tollan viria a ficar encalhado com o casco vermelho voltado para cima, a alguns metros da margem, passando a ser um perigo para a navegação.
Tollan no Tejo - Imagens de autores desconhecidos

Tollan no Tejo
Tendo havido várias tentativas falhadas para o remover do local, tornou-se uma atracção turística, um verdadeiro monumento local e um símbolo de incompetência, dando origem a alcunhas (tinha o significado de "aquele que ninguém consegue virar" ou "o encalhado") e dando nome a cafés e restaurantes. 
Retirada do "Tollan"
Foi finalmente voltado e levado a 02 de Dezembro de 1983.
Pelo que nos foi informado, existe um Bar chamado "A Casa do Leme" que foi feito a partir de material retirado do Tollan. De certa forma o navio nunca nos deixou totalmente.

Imagens:
- Autores desconhecidos